Nesta noite de outono,
travestida de verão,
palavras descem as escadas
de meus interiores
e desabam, exaustas,
na primeira folha de papel.
Não controlo
o movimento
de meus dedos.
Expulso meus medos.
Proclamo a anarquia
a rainha de meus dias
e decreto liberdade perpétua
para todos os sonhos.
para todos os sonhos.